quinta-feira, 14 de abril de 2011

Memória da TV

Vídeo apresentado no seminário sobre a história da TV.
O entrevistado Cláudio Lautert, de 62 anos, relata algumas de suas lembranças sobre a chegada da TV na cidade onde o vento faz a curva de Taquari. Confira:



Cristiane Lautert Soares

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Até que ponto se pode chegar!?

Ao ler o post do colega Pedro pude perceber que temos uma opinião semelhante. Não digo igual, mas sim parecido. Não vejo vantagem em trazer 'os extras' das tragédias. E ainda acrescento, esta disputa por quem mostrar mais detalhes se resume na busca por audiência. Mas, será que tanta apelação agrada o povo? Na minha opinião, NÃO!

O jornalista deve analisar até que certo ponto as coisas devem ser contadas. Notícias que envolve tragédias despertar a curiosidade. O 'uso' de pessoas emocionantes e fragilizadas incrementa um noticiário. O que é inadmissível obter detalhes que não somam à notícia. Um exemplo, é mostrar crianças sanguentadas, corpos jogados no chão. Outro erro é ficar 'batendo sempre na mesma tecla'. No caso da menina Isabella Nardoni, por exemplo, os telespectador não aguentavam aquela apelação. Lembrou da minha mãe comentar: “Agora só falam nesta notícia”. Parece que o mundo para e não existe novos fatos a serem divulgados.

A televisão mobiliza e motiva muita gente. Quero dizer que, a ação do ex-aluno da escola do Rio pode influenciar a atitude de outras pessoas. Como diz a minha professora de telejornalismo, a qualquer momento podemos ser vítimas da loucura dos 'outros'.

Cabe a nós, estudantes de jornalismo, analisar e não concordar com esta maneira de 'tentar' fazer jornalismo. Ou, os noticiário se tornaram um 'filme de terror'. Pelo menos, é o que penso.

domingo, 10 de abril de 2011

Extras inúteis!

Chega uma certa hora do domingo à noite, que sentimos uma grande e irresistível vontade de apertar botão de liga/desliga do controle da TV. Saco, odeio quando isso acontece.
Graças a Deus, essa vontade de ligar a TV apareceu somente nos últimos instantes em que estava na casa da minha namorada. Estava eu sentado no sofá, preocupado porque ainda não havia colocado nada aqui no blog, mas enfim aqui estou eu escrevendo sobre o que vi na TV da casa dela. Nem preciso dizer sobre o que aconteceu no último dia sete desse mês, né? Pois é, aquilo foi bárbaro mesmo, e assim como doeu em todos os cantos do país, aqui na minha casa também foi doloroso, pois o meu pai é de Realengo e todos aqui ficamos muito tristes porque certamente, a partir de agora, o bairro em que meu pai nasceu e cresceu será lembrado como palco desse dia horrível que chocou o mundo inteiro. Todos, TODOS ficaram horrorizados, apavorados, incrédulos e mais um monte dessas palavras que se referem à perplexidade, menos os jornalistas sensacionalistas. Pois hoje, vi la na casa da minha namorada, que o programa Fantástico, está totalmente... espera aí! Vamos reformular! Eles fizeram um programa inteirinho sobre isso. Nada mais. Só sobre o massacre da escola Tasso da Silveira. Me pergunto se precisamos de mais detalhes dessa... deixa eu ver outra palavra... brutalidade que tenho certeza que muitos brasileiros estão forçando a mente a não lembrar mais e fingir que tudo esta bem novamente. Será que que precisamos dessas informações extras? Eu particularmente não.
Tenho uma certa resistência a esse tipo de jornalismo. Aposto que tinha muitas outras notícias úteis, curiosas, bacanas, que foram deixadas de lado, e provavelmente nem serão contadas mais, porque tragédia traz mais ibope! Pelo menos me parece isso.

sábado, 9 de abril de 2011

CHATÔ

                                                                  Chatô

      Assis Chateuabriand Bandeira de Melo, conhecido por Chatô, entrou os anos 50 dividido entre a campanha presidencial, a consolidação do MASP, Museu de Arte  de São Paulo ou a realização de um grande sonho:trazer a televisão para o Brasil.
       Quando se espalhou a notícia de que o Brasil entraria para o mundo tecnológico da era da Tv e que seria a quarta estação de televisão do mundo e a primeira da América Latina, Chatô na verdade, já estava com o projeto todo pronto.
       Tirou os colegas do campinho de futebol no pátio do Diário Associados e foi demarcando o local para a futura obra da Tv.
       Foi até os Estados Unidos para fechar o contrato e se deparou com a TV em cores, na mesma hora rasgou o contrato e exigiu que levaria esta modernidade para o Brasil. Mas o responsável
lhe explicou que a TV colorida era apenas um experimento e que custaria a chegar nos lares.
       Tiveram então o trabalho de digitar todo o contrato e só anos mais tarde a TV em cores chegou a nós brasileiros.
       Quando os técnicos americanos chegaram para a instalação dos estúdios,foi perguntando quantas pessoas já tinham o aparelho de TV e para espanto deles,foi dito que nenhum brasileiro  ainda a possuía .  Então Chatô resolveu encomendar 200 aparelhos,mas a resposta foi de que levaria uns 2 a 3 meses para chegar até aqui, devido a parte burocrática. Não deu outra, ele pediu que viessem  aparelhos contrabandeados.   Deu uma  de presente a sua secretária, e outra ao presidente Dutra .
      A  inauguração da televisão no Brasil aconteceu no dia 18 de setembro de 1950 com o nome de TV TUPI.
      Tudo foi preparado para nada sair errado naquele dia.Mas saiu.
   Uma das 3 câmeras parou de funcionar, acredita-se que  o Frei ao derramar água benta tenha estragado uma delas, resolveram então a trabalhar com as duas restantes, mas os atores tinha ensaiado para atuarem nas três. Foi tudo improvisado.Mas no final deu tudo certo.
   Este é um resumo do capitulo 29 do livro”Chatô O Rei do Brasil”de Fernando Morais que nos conta como foi a chegada da televisão ao Brasil.

postado por Vania Soares.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Chegada da Televisão





O ibope do Jornal Nacional


Segundo informações do site UOL, a coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha, comenta sobre as influências das novelas na audiência Jornal Nacional.

“Em janeiro, na reta final de "Passione", o telejornal teve média de 34,5 pontos (cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo).

Em fevereiro, caiu para 31 pontos, mas subiu para 32,5 pontos até 19 de março, com o final de "Ti Ti Ti".

Com a estreia de "Morde & Assopra", voltou a cair. Do dia 21 ao dia 31 de março, registrou 28,8 pontos.”

Com estes dados, é possível perceber o horário estratégico do telejornal. Ele fica entre duas novelas, uma mais humorística e a das '8', ou melhor, das '9' com o elenco mais 'global'. Com isso, os noveleiros ajudam, ou não, aumentar a audiência do Jornal Nacional.


Desculpas aos telespectadores, mas às vezes paro para pensar: o que realmente está banalizado? a grade de programação ou o telespectador das emissoras? Não estou postando para criticar (somente) os reality shows ou programas de auditórios que poucas pessoas param para apreciar. Mas, são poucas pessoas mesmo que se “prestam” a olhar esses programas como, por exemplo, Bial e seus “super-herois” do Big Brother Brasil (BBB) ou ainda, o Super Pop, apresentado pela “super” Luciana Gimenez? Acho que não.
Em primeiro lugar, vamos usar como exemplo as inúmeras ligações que são efetuadas para tirar uma pessoa de uma casa onde inicialmente, 12 ou 14 “criaturas” se suportam durante alguns meses. Claro que todos sabem de que programa estou falando. Na edição do ano passado, 77 milhões de pessoas tiveram a capacidade de ligar para eliminar no paredão um dos candidatos a décima edição do BBB. Ou seja, quase 80 milhões de pessoas pagaram a ligação telefônica para tirar o fulano, beltrano ou o cicrano da casa? Mas para ir ao cinema, ao teatro ou o mais improvável, comprar um livro, as desculpas são inúmeras: ou porque a grana está curta, ou não gosta de ler (uma das piores) etc. Sugerir então um programa de TV cultural, educativo ou até mesmo um telejornal, é ofensa.
O pior é que todas as crianças sabem quem está no paredão. Como aconteceu recentemente, que uma turma de “baixinhos” sabia tudo sobre o BBB. Mas não sabiam quem era o vice-presidente do Brasil, que na época, era José Alencar. Será que só eu percebo que isso se torna uma decadência cultural e de conhecimentos gerais?
Porém, mais absurdo que esses programas, são os telespectadores do qual se prezam a gastar dinheiro em ligações e também desperdiçar o tempo, vendo um programa de TV que não te traz conteúdo e nem benefício algum.
Já o Superpop chega a ser pop demais. O programa é conhecido pelas entrevistas polêmicas com pessoas que admitem serem homo ou bi-sexuais perante vários telespectadores que por incrível que pareça, conseguem assistir a este desrespeito televisivo. Em primeiro lugar, o que interessa saber a opção do fulano? Nada contra a opção sexual de ninguém. Mas precisa revelar isso para as pessoas utilizando uma emissora de grande alcance, no caso a Rede TV? É incrível e absurdo ao mesmo tempo. E para completar, a Luciana sempre perde a oportunidade de ficar calada e “larga” uma besteira que só ajuda a piorar a situação. Mas, se são muitas as pessoas que ligam a TV para assistir a esse caos, imagine o público presente que participa da programação ao vivo.
Não sei a que ponto isso vai chegar, pois um instrumento que serve para informar e divertir é usado (há um bom tempo) abusivamente para elevar ao máximo a audiência da emissora que apresenta estes reality shows pornográficos. Isso só prova a falta de educação e consequentemente, de cultura que nosso país enfrenta.