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domingo, 17 de abril de 2011

Escrever para a TV



Lendo o texto da Vera Iris Paternos e pensando nas diferenças entre escrever para o impresso e para a TV, lembrei de uma parte do livro 'Jornal Nacional - Modo de fazer'. No trecho, William Bonner conta cinco dicas que a produção do telejornal segue para alcançar uma linguagem adequada.

São elas:

1. Flexionar os verbos em seu tempo real. Passado é passado, presente é presente, futuro é futuro. É assim que as pessoas comuns falam. Somos pessoas comuns.

2. Utilizar termos de compreensão mais imediata para a maioria das pessoas. Por que mensionar uma "coalizão partidária" num texto se pudermos dizer que houve uma "aliaça de partidos"?

3. Botar adjetivos, quando necessário, depois dos substantivos. Porque uma dona de casa não diz: "Fulano recebem bom salário". Ela diz que fulano recebe um salário bom. Ou que o salário do fulano é bom. Nós, no JN, estamos contando coisas. Não estamos declamando poemas, nem discursando em púlpitos, nem interpretando textos dramáticos.

4. Desdobrar frases muito longas em outras mais curtas. Porque uma frase longa demais é instintivamente reduzida por quem fala de forma natural, até mesmo para preservar a própria respiração.

5. Evitar a intercalação de orações - e procurar construí-las na ordem direta.


Em síntese, contruir um texto de forma clara, precisa, direta, objetiva e coloquial garante que a informação seja recebida e entendida, de fato. E é isso que permite conquistar um telespectador anônimo - de diferentes idades, condições econônicas e modo de vida - e a audiência. De novo, vale a dica do Drummond: "Escrever é cortar palavras".

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Memória da TV

Vídeo apresentado no seminário sobre a história da TV.
O entrevistado Cláudio Lautert, de 62 anos, relata algumas de suas lembranças sobre a chegada da TV na cidade onde o vento faz a curva de Taquari. Confira:



Cristiane Lautert Soares

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O VT da TV

Na última quinta-feira, dia 24 de junho, a turma de Telejornalismo 2010-1, realizou a avaliação do semestre.

Voltei aos rabiscos do caderno, as falas da professora Fabiana (daquelas que ela diz uma vez só e sempre é questão de prova). Dito e feito, ela avisou. "Não esqueçam disso, disso e disso".

Peguei os polígrafos e dei um 'olá' as dicas do seu Heródoto Barbeiro e Paulo Rodolfo de Lima. Ah...e o seu Squirra também.

Texto, pauta, a escrita falada, texto casado com imagem, linguagem direta, coloquial, script, boletim, escalada, off, sonora. Vixxxxxxxxx

Entre as questões da prova, na número 1 eu já tive um branco - não sei porque, mas sempre a primeira questão de todas as provas que eu faço é a que eu estaciono. A pergunta pedia que apontássemos um grande marco da história da televisão na década de 60, principalmente no telejornalismo.

Fiz as demais questões da prova e ficou ainda a questão pra trás. Na sala, estava eu, a colega Jaqueline e a professora, os demais já tinham terminado a avaliação. Cheguei a comentar com a professora Fabiana que tinha dúvidas em relação a década dos fatos.

O tempo foi passando e nada e nada. Eu realmente não lembrava!

Começo a rabiscar na folha de rascunho e escrevo 'TV' e começo a fazer círculos ao redor da palavra. De repente faço uma circunferência para a esquerda, no sentido V para T e vem o plin.

Era isso. A resposta era VT.

O marco da televisão na década de 60 foi o VT. Com a evolução técnica das emissoras, o videotape chega finalmente às emissoras brasileiras, trazido pelo humorista Chico Anysio, permitindo que os erros ao vivo fossem previamente corrigidos, que um programa pudesse ser gravado num horário diferente do horário de sua exibição, e ainda que o mesmo programa pudesse ser reprisado diversas vezes. O videotape (VT) permitiu a inauguração no país de mais 27 novas emissoras, com 80% da programação exibindo em VT as produções realizadas no eixo Rio-São Paulo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Acabe com o som da vuvuzela na sua TV

Em época de World Cup, todo mundo fica orgulhoso do próprio país. Até mesmo aquelas pessoas que odeiam o futebol mais do que tudo na vida acabam se rendendo. Porém, ao assistir um jogo na TV, o telespectador acaba irritado com um certo zumbido presente nas transmissões da Copa.
Fica a dica:

Não aguenta mais ouvir as cornetas africanas? Tem solução. Entre no menu de configuração de áudio da sua televisão, vá até o equalizador gráfico (muitas das TVs fabricadas nos últimos 3 anos têm esse recurso) e abaixe completamente a frequência de 300 Hz. Isso ajudará a cancelar os sons da vuvuzela – cuja frequência é de 235 Hz. Esse ajuste deverá resolver o zumbido, ou pelo menos reduzi-lo um pouco. Bom jogo and save the Galvão birds!


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Polêmica envolve estudante de Jornalismo e apresentador de TV

O trabalho acadêmico de um estudante de Jornalismo, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, provocou reação por parte do apresentador do Rádio Patrulha 2, exibido dia 31 de março pelo canal pago local, de nome "TV Vila Velha". A atração televisiva, de linguagem e conteúdo policial, é apresentada por Zeca e foi alvo de críticas do estudante em um artigo escrito para a disciplina de "Crítica de Mídia". O texto, publicado no blog do curso e intitulado de "Um modelo a NÃO ser seguido", chegou ao conhecimento do apresentador, que tomou a iniciativa de ler o conteúdo no ar.

Entre a leitura das considerações do estudante, Zeca fez ameaças e xingamentos de baixo calão. Durante os vinte minutos do programa, o apresentador manteve as ofensas, tentando intimidar o aluno. Depois de ser ameaçado no ar pelo apresentador Zeca, do programa "RP2", o estudante de jornalismo Lucas Waricoda registrou uma queixa-crime contra o apresentador.


Fonte: Portal Imprensa

quinta-feira, 25 de março de 2010

Fascinação televisiva

   Que tal trabalhar na assistência técnica de televisores? Não atualmente, é claro. Imagine trabalhar com televisores pré-históricos recém chegados ao Rio Grande do Sul. Em um passado não tão distante, por volta dos anos 60, Seu Hugo Gewehr, 81, decidiu que esta seria a sua vida dali por diante. Mal sabia quantas noites teria de passar acordado ou quantos finais de semana teria de passar longe da família. Porém, apesar dos ossos do ofício, seria inadmissível afirmar que existe arrependimento por parte do Seu Hugo. É com orgulho que ele exibe as televisões antigas que sobreviveram ao tempo e as lembranças que ficarão guardadas. Certamente o sentimento de gratidão prevalece. Graditão, esta, proveniente da oportunidade e consolidação do trabalho de levar a tecnologia, o glamour e a fascinação das telinhas para o povo. 


   Assista aqui o vídeo especial.

   E, aqui, uma surpresinha.